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Uma cachaceira (mais do que) safada em: Matinê na casa de praia

8 ago

Olá cachaceiras e cachaceiros SEUS LINDOS! Começando a semana bem gostoso (ui!), está aqui para vocês o segundo conto da Bia, uma cachaceira (mais do que) safada. No episódio de hoje nossa boemia relata sua experiência numa festinha particular onde, movida pelo lúpulo e pela cevada, acabou a noite como uma deusa grega: rodeada de homens.

Por Elaine Mesoli

A tarde iria ser de festa. O prefeito de uma cidade litorânea resolveu reunir os amigos em uma casa de fim de semana do dono de uma rede de motéis. Eram cerca vinte homens e as meninas foram contratadas da uma agência de scort girls. Exceto eu e uma amiga. Já havia trabalhado em agências, mas depois de um tempo o melhor é atender sem intermediários.

A festa havia começado no almoço e não teria hora pra acabar. Assim que cheguei vi todas as outras meninas ainda vestidas ao redor da piscina. A maioria loira, alta, magra. Bem diferentes de mim. Eu já conhecia a maioria dos homens que estavam lá. Na verdade eles sempre me chamavam pra essas festas mesmo à revelia do dono da casa, que não gostava de mim, mas era obrigado a me agüentar. Modéstia à parte eu fazia bem meu trabalho. Perguntei logo o que tinha pra beber e me apontaram uns barris de chopp Brahma. Não era o meu preferido. Muito leve. Gosto de chopps e cervejas pesados, encorpados e mais amargos. Apesar de ser líder de mercado e estando presente em mais de 90%  das cidades brasileiras, ainda não é o meu preferido.

Peguei meu copo e avistei o Paulo. Nós tínhamos um petit affair.  Ele logo me pegou, levou pra um canto e ficamos num amasso na mesa de sinuca.  Meia hora depois havia mais dois caras olhando o que fazíamos. É bom ser olhada, se sentir desejada. A gente se empenha mais tentando se superar.

Saímos e eles ficaram reclamando. Eu dei um sorriso sacana e disse que voltava logo. Não voltaria. Já os conhecia. Mas se eles me pegassem no meio do caminho, eu dava. Como a festa era na beira da piscina e eu não havia levado biquíni, desafiei todos a tirarem a roupa e caírem na piscina. Os homens aceitaram. Noite quente e tinha dois deles que eu desejava. Nunca tinha visto antes. Eu não parava de olhar. Queria vê-los nus. Queria os dois. Juntos.

Saí da piscina e fui atrás de mais chopp. Paulo foi a entrada, mas eles seriam meu prato principal. Não conseguia tirar os olhos. Eram deliciosos.  Por volta de 35 anos, barriguinhas salientes, mas dois belos instrumentos. Já antecipava o prazer de tê-los dentro de mim.  Mais um desafio. Dessa vez direcionado aos dois.

Fomos para um dos quartos. Não queria os voyeurs de plantão. Iniciamos um ménage e um deles realmente foi maravilhoso. Aquele eu queria pra mim. Ele me preenchia, antecipava onde eu desejava ser tocada enquanto que seu amigo dava a impressão de somente reproduzir o que assistia em filmes pornôs. Dele já sabia que era armador, dono de uma frota de barcos e morava num prédio em cima de um bar. Direcionei toda minha atenção a ele e disse que queria vê-lo outro dia, porque naquele teria de trabalhar. E muito. Do outro nem lembro o nome.

Depois da transa tomei um banho e me enrolei numa toalha. Não gozei. Ainda estava cedo pra isso. Só queria o prazer do sexo mesmo. Fui para a piscina e os casais já estavam dispersos. Parei mais uma vez onde estava o chopp e fiquei por ali, bebendo e olhando os que estavam mais próximos enquanto ouvia os gemidos fingidos das outras garotas. Sempre gostei de sexo e ver me excita. Por mais que não gostasse de quem estava comigo na cama, abstraía, inventava alguma coisa e nem precisava ficar olhando. Só sentia. E quando sentia, me excitava. E o dinheiro também proporciona um prazer especial. Não preciso gozar para gostar de transar. Gosto ainda mais por saber que eu sou a responsável pelo prazer do outro. Isso é impagável.

Logo chegou outro homem, e mais um e mais um. E quando não estava transando em algum lugar, eu bebia. Quando a festa acabou, Paulo me levou para casa dele. Dormimos juntos. Meu cheque na bolsa, mais contatos feitos para novos trabalhos e no início da manhã mais dois perfumes importados que eu tanto gosto. Paulo era assim, quando me via bêbada, em apuros ou cansada, me levava para sua casa e ficava me mimando. Era uma espécie de amor masoquista o dele, porque nem bem acordamos e ele já marcou outra festa para o próximo final de semana.

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Uma cachaceira (mais do que) safada em: O prazer do vinho

1 ago

Para #CachaceiraSafada que é #CachaceiraSafada  histórias sobre os prazeres do corpo e da alma, não podem faltar. Foi pensando nisso que a minha querida amiga – e agora parceira de blog – Elaine Mesoli estará trazendo para vocês, todas as segundas feiras, as histórias da Bia: uma garota de programa apreciadora das melhores bebidas, do sexo e da boemia.

Sem mais, o primeiro conto da série ‘Uma cachaceira (mais do que) safada em: O prazer do vinho.

Por Elaine Mesoli

Era sábado. Dia de sair pra balada. Na verdade poderia ser dia de comprar umas garrafas de cerveja ou de vinho e beber em casa mesmo, mas minha vontade era de sair pra noite. Sentir um corpo novo, um sabor novo, um beijo novo. O prazer da caça.

Cabelos prontos, banho demorado. O perfume era Fantasme de Ted Lapidus. Afrodisíaco. Espartilho, meia 7/8, tudo preto e vermelho, comprado com o dinheiro do cliente que eu tinha atendido na noite anterior. Italiano da região de Piemonte e dono de uma vinícola. Bom de cama e que sempre que estava no Brasil achava que eu era namorada dele, e não se importava de pagar por isso.

Enquanto me vestia, abri um dos vinhos trazidos por ele. Um Barolo. Tinto. Encorpado. Seco. Envelhecido por cinco anos e do tipo Reserva. A safra especial fazia com que eu me sentisse da mesma forma. Me sentia perigosa. Escolhi um vestido que delineava minhas formas e possuía um decote que realçava meus seios já intumescidos pelo prazer e relaxamento que o vinho provocava. Era sempre assim. O álcool sempre foi meu fiel companheiro. Vinho, cerveja, tequila, champanhe, vodka… Não importa, sempre tem uma história com homens, mulheres e vários copos para eu contar na manhã seguinte.

Maquiagem pronta: batom vermelho, olhos negros. Escarpim bem alto, por que sou baixinha e minhas pernas grossas e bunda grande acabavam por me mostrar cheinha. E mais alta, sou apenas um mulherão, daquelas cheia de carne e gostosa. Nunca passei na rua pra não ser notada. Nunca lancei um olhar de soslaio para não perceber que o homem da mesa ao lado estivesse deixando de me notar. E meu meio sorriso acompanhado de um olhar quedo e uma mordida no canto da boca ajudavam a compor a imagem de desejo inocente e mal disfarçado.

Mais uma taça de vinho e estava pronta.  O território de caça era uma balada com um monte de rapazes bonitos. Não ia a trabalho. Ia me divertir. Beber e quem sabe encontrar um homem que me apetecesse os sentidos. Que saciasse a sede e matasse a fome. Chamei um taxi e desci para esperá-lo na portaria. O zelador se prontificou e acendeu meu cigarro. Ele não fumava, mas sempre mantinha um isqueiro por perto.

Baco estava ajudando e apareceu à minha frente um semideus enviado por ele. Não era o taxista. Era o mais novo vizinho do andar de baixo. Puxou conversa quando me viu fumando e ficamos ali, conversando. Moreno, cabelos em desalinho, camisa branca com mangas arregaçadas e cabelo no peito. Ele trazia uma caixa de vinhos que eu não conseguia identificar. Eu, já entorpecida pelos vapores do Barolo que bebera antes de sair, não parava de olhar para a boca daquele belo espécime. O gosto do vinho ainda dançava em minha boca, ressaltado ainda mais pelo tabaco. Eu queria aquele homem. Esqueci completamente da balada. Perguntei que vinho era sem prestar atenção na resposta e ele me convidou para bebê-lo com ele. Aceitei. Mandei dispensar o taxi. Nada mais me importava, só aquela voz, aquele corpo e o vinho que eu beberia usando ele como taça.

Não neguei meu desejo, tampouco o escondi. A eletricidade era palpável. Ele também me queria. Entramos em seu apartamento, ele pegou as taças e antes que pudesse perceber estávamos transando na varanda com vista para o mar. Ele seria minha taça. Eu fui a dele, que sorvia o vinho enquanto me fazia gozar.

Acordei no meio da noite. Ao redor garrafas vazias, roupas espalhadas, desejo satisfeito. Tomei o resto do vinho esquecido no fundo de uma taça, peguei minhas roupas e subi as escadas. Nua. Corpo ainda vermelho marcado pelo amor e pelo vinho.