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Cerveja pilsen x Chopp

17 ago

Uma coisa que temos que aprender é que, não é porque bebemos bastante, que somos experts em bebida. E eu admito que me sinto inocente e juvenil por ter achado que só porque eu gosto MUITO de cerveja eu entendo do assunto. Não sei missa metade…

Lembram do Seu Luiz, o garçom que entrevistei semana passada? Lembram também que falei sobre algumas coisas que ele tinha me explicado sobre a diferença entre a cerveja pilsen e um bom chopp? Pois é, cá estou eu para repassar os ensinamentos deste sábio guerreiro na arte de servir.

Photoshop pra quê? kkk

De acordo com Seu Luiz, a cerveja tipo PILSEN é uma das mais comuns do mundo e detêm 90% da produção do suco de cevadis mundial. Ela tem uma coloração clara e por possuir um teor alcoólico baixo (entre 3% e 5%) é mais consumida em países quentes e de climas mais secos por ser refrescante. Dura cerca de seis meses após a fabricação.

Já o chopp passa pelo mesmo processo que a cerveja, tem o mesmo teor alcoólico, mas não chega na fase da pasteurização. Ou seja, não fica lá eterno dentro do coisa que destrói lá o negócio (sinta a precisão da informação kkk). Falando sério: não há a destruição dos microrganismo da cerveja, resultando numa decomposição mais rápida. Seu Luiz não me explicou direito, mas disse que esse é um dos fatores que dão a sensação do chopp ser mais aguado e fraco. Aberto, o barril de chopp não dura mais do que 48h.

Ô VÉIO SABIDO!

Seu Luiz também falou do creme do chopp. Sabe porque vem tanta espuma no nosso copo? Eu antes pensava que sumiticaria e sabedoria do dono do bar pra render mais o produto. Santa ignorância, Batmam! O famoso colarinho, que já deu problema até na Justiça e foi tema de debate na Câmara dos Deputados em meados de 2007/2008, serve para conservar a temperatura, manter o gás do chopp e o sabor do produto, já que ele se decompõe muito rápido!

Sobre este assunto prometo, mais na frente, achar um mestre cervejeiro para explicar com mais precisão as diferenças de cada tipo de cerveja. :D

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Dia do Garçom!

11 ago

Todo bom #cachaceirosafado e boa #cachaceirasafada sabe que ao chegar num bar o seu melhor amigo tem que ser o garçom. Ele é O CARA quem vai fazer sua estadia ser mais agradável, lhe indicando e trazendo as melhores bebidas e comidas do lugar. E hoje é dia desse companheiro: o Dia do Garçom. Sabendo disso, fui à caça de histórias deste profissional da alegria dos bebuns. E por indicação do JB (do blog Boteco do JB) fui parar lá no Bar do Léo, que fica na Rua Aurora, esquina com Rua dos Andradas, Bairro República. Lá conheci o Senhor Luiz.

Sr. Luiz de Oliveira, patrimônio do Bar do Léo. :)

Quando eu cheguei, Sr. Luiz estava em horário de folga, tomando o lanchinho da tarde. Logo que me apresentei e falei que estava procurando o garçom mais aclamado da cidade, ele me convidou para sentar em sua mesa e compartilhar algumas histórias.

90 anos de idade e 50 anos de profissão. Desde 1962, de segunda à sábado, das 14h às 19h30, Seu Luiz está batendo ponto no Bar do Léo onde trabalha desde que chegou em Sampa. Natural do interior de SP ele se mudou para a capital, a fim de conseguir condições melhores de vida. E acabou se apaixonando pela profissão de garçom na qual sustentou toda família e está até hoje.

Se estou tão bem até hoje é porque amo o que faço. Estou há 25 anos aposentado e, mesmo assim, continuo trabalhando. Eu gosto de atender bem o cliente e me sinto bem com isso. É o meu combustível. E no dia que eu parar, é porque eu morri.

Por ser tão dedicado ao que faz, Seu Luiz disse ter caído no gosto de muita gente. Principalmente por ser discreto e solícito. Por causa dele o Bar do Léo já foi frequentado por várias personalidades como o ex-presidente Jânio Quadros, os cantores Nelson Gonçalves (boemiiiia.. aqui me tens de regreeeesso.. e suplicante eu te peeeço.. a minha nova inscriçããão..), Orlando Silva e Vanusa. Atualmente o lugar atrai a elite que trabalha na região, boêmios e turistas de dentro e fora do país.

Débora Murakawa, técnica de som em cinema e cliente cativa do Sr. Luiz.

Paulo Mendonça, advogado, diz que frequenta o bar pela amizade que tem há anos com todos os garçons do lugar.

Conhecer Seu Luiz foi não só falar sobre a vida de garçom, mas conhecer um pouco mais sobre a história do Centro de São Paulo e até entender a diferença dos tipos mais tradicionais dos sucos de cevadis. Fiquei encantada de saber que aquela região, a antiga ‘Boca do Lixo’, era um lugar do baixo meretrício e também onde as produções cinematográficas e teatrais de 30/40 anos atrás eram reproduzidas, por isso também conhecida como uma zona muito influente da boemia paulista, já que grandes artistas circulavam por lá. Me senti extremamente juvenil quando ele me explicou a diferença de se tomar um chopp e uma cerveja pilsen (coisa que eu falarei em um próximo post). Ah! Sabe anfitrião? Pois é, Seu Luiz jurou que eu não podia ir embora sem provar o famoso canapé de rosbife da casa e nem o pastel de queijo que derrete na boca, acompanhados de um chopp geladinho. A simpatia em forma de velhinho. :~

Canapé de rosbife. :~

Pastel que derrete na boca. Serião. :~

Segundo a maioria dos garçons que passaram por minha mesa enquanto eu estava conversando com Seu Luiz, trabalhar com este senhor tão simpático é muito prazeroso. Inclusive porque lá todos são muito bem tratados, como se fossem uma família. E olhe que o bar nem é do Seu Luiz! Haha! Vilmar Rosa é exemplo disso. Ele tem o próprio estabelecimento, mas não deixa o emprego por nada.

Vilmar Rosa: "Tenho o meu bar, mas estou aqui há 21 anos. Não largo o osso de jeito nenhum!"

A conversa foi tão boa que eu esqueci de ver mais sobre as bebidas e preços. Seu Luiz disse que lá não vende fiado, mas que minha dívida ia ficar na conta dele e não aceitava não como resposta. Então, vou ficar devendo essa, prometendo quitar isso numa outra hora. Porque eu vou voltar lá no Bar do Léo mais vezes. Não só para trazer essas informações pra vocês, mas para ter o bom atendimento do Seu Luiz e sua tropa.

Feliz Dia do Garçom, rapaziada! :D