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Vinho Finca Andrade

18 ago

Logo que eu comecei o blog, ganhei do meu querido amor uma garrafa deste vinho. Vimos que ele estava em promoção no Extra da Liberdade (16,90 mirréis) e ele decidiu me dar só pra fazer uma homenagem ao meu sobrenome que é Andrade. OWNNNN *.*

Pelo que prometia a marca, o preço estava: acessível.

Depois de eu tanto enrolar pra abrir a garrafa, no último domingo decidimos dar uma de gente nobre da alta sociedade paulistana e compramos mussarela, queijo frescal e salaminho. Compramos também pães pequenos, requeijão cremoso e até duas taças. Eu fiz um molho vinagrete (não me pergunte porque, mas eu achei que ia ficar gostosa a mistura) e então embarcamos nesta aventura! /o/

Improvisando ao lado da cama por preguiça de ir pra cozinha.

O Finca Andrade é um vinho argentino. Como só sabia disso porque vinha na embalagem e não tenho muito o costume de consumir este tipo de bebida, fui pesquisar um pouco e já não vi resenhas tão positivas. Mas… vamos lá, cavalo dado não se olha os dentes.

Meus pecados dentro da taça.

Quando eu dei o primeiro gole, já senti que a coisa não ia pra frente. Não sei se o negócio foi da safra ou se o problema era no vinho mesmo. O que eu sei é que já de início ele travou e eu tive a sensação de estar tomando aqueles concentrados de uva sem açúcar e fora da validade há uns 2 anos. O vinho, que se diz tinto e suave, tá mais pra seco e passado. O cheiro do álcool sobressai qualquer outro aroma. Já meu digníssimo namorido, depois de um escândalo e 3 caras e bocas, disse que se soubesse tinha feito o vinagrete com ele.

E eu ainda acho que o Sangue de Boi (5 litros por 15 mangos) ou o Sangria Maravilha (1 litro a 3 reais) é mais gostoso.

Não recomendo.

Mais sobre o Finca Andrade, na visão de um bebedor de vinho profissa: http://esseeutomei.blogspot.com/2010/06/tomado-finca-andrade-tempranillo-2008.html

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Uma cachaceira (mais do que) safada em: O prazer do vinho

1 ago

Para #CachaceiraSafada que é #CachaceiraSafada  histórias sobre os prazeres do corpo e da alma, não podem faltar. Foi pensando nisso que a minha querida amiga – e agora parceira de blog – Elaine Mesoli estará trazendo para vocês, todas as segundas feiras, as histórias da Bia: uma garota de programa apreciadora das melhores bebidas, do sexo e da boemia.

Sem mais, o primeiro conto da série ‘Uma cachaceira (mais do que) safada em: O prazer do vinho.

Por Elaine Mesoli

Era sábado. Dia de sair pra balada. Na verdade poderia ser dia de comprar umas garrafas de cerveja ou de vinho e beber em casa mesmo, mas minha vontade era de sair pra noite. Sentir um corpo novo, um sabor novo, um beijo novo. O prazer da caça.

Cabelos prontos, banho demorado. O perfume era Fantasme de Ted Lapidus. Afrodisíaco. Espartilho, meia 7/8, tudo preto e vermelho, comprado com o dinheiro do cliente que eu tinha atendido na noite anterior. Italiano da região de Piemonte e dono de uma vinícola. Bom de cama e que sempre que estava no Brasil achava que eu era namorada dele, e não se importava de pagar por isso.

Enquanto me vestia, abri um dos vinhos trazidos por ele. Um Barolo. Tinto. Encorpado. Seco. Envelhecido por cinco anos e do tipo Reserva. A safra especial fazia com que eu me sentisse da mesma forma. Me sentia perigosa. Escolhi um vestido que delineava minhas formas e possuía um decote que realçava meus seios já intumescidos pelo prazer e relaxamento que o vinho provocava. Era sempre assim. O álcool sempre foi meu fiel companheiro. Vinho, cerveja, tequila, champanhe, vodka… Não importa, sempre tem uma história com homens, mulheres e vários copos para eu contar na manhã seguinte.

Maquiagem pronta: batom vermelho, olhos negros. Escarpim bem alto, por que sou baixinha e minhas pernas grossas e bunda grande acabavam por me mostrar cheinha. E mais alta, sou apenas um mulherão, daquelas cheia de carne e gostosa. Nunca passei na rua pra não ser notada. Nunca lancei um olhar de soslaio para não perceber que o homem da mesa ao lado estivesse deixando de me notar. E meu meio sorriso acompanhado de um olhar quedo e uma mordida no canto da boca ajudavam a compor a imagem de desejo inocente e mal disfarçado.

Mais uma taça de vinho e estava pronta.  O território de caça era uma balada com um monte de rapazes bonitos. Não ia a trabalho. Ia me divertir. Beber e quem sabe encontrar um homem que me apetecesse os sentidos. Que saciasse a sede e matasse a fome. Chamei um taxi e desci para esperá-lo na portaria. O zelador se prontificou e acendeu meu cigarro. Ele não fumava, mas sempre mantinha um isqueiro por perto.

Baco estava ajudando e apareceu à minha frente um semideus enviado por ele. Não era o taxista. Era o mais novo vizinho do andar de baixo. Puxou conversa quando me viu fumando e ficamos ali, conversando. Moreno, cabelos em desalinho, camisa branca com mangas arregaçadas e cabelo no peito. Ele trazia uma caixa de vinhos que eu não conseguia identificar. Eu, já entorpecida pelos vapores do Barolo que bebera antes de sair, não parava de olhar para a boca daquele belo espécime. O gosto do vinho ainda dançava em minha boca, ressaltado ainda mais pelo tabaco. Eu queria aquele homem. Esqueci completamente da balada. Perguntei que vinho era sem prestar atenção na resposta e ele me convidou para bebê-lo com ele. Aceitei. Mandei dispensar o taxi. Nada mais me importava, só aquela voz, aquele corpo e o vinho que eu beberia usando ele como taça.

Não neguei meu desejo, tampouco o escondi. A eletricidade era palpável. Ele também me queria. Entramos em seu apartamento, ele pegou as taças e antes que pudesse perceber estávamos transando na varanda com vista para o mar. Ele seria minha taça. Eu fui a dele, que sorvia o vinho enquanto me fazia gozar.

Acordei no meio da noite. Ao redor garrafas vazias, roupas espalhadas, desejo satisfeito. Tomei o resto do vinho esquecido no fundo de uma taça, peguei minhas roupas e subi as escadas. Nua. Corpo ainda vermelho marcado pelo amor e pelo vinho.

Fome, frustração, double chopp e pizza

27 jul

Eu queria ter ido num lugar foda  todo cheio de pompa e salamaleque para abrir o blog com chave de ouro, aquelas fotos PO-CAN-DO de bonita, mas como eu tô pobre já estava agoniada pra começar a postar. E como hoje à noite eu estava morrendo de fome e cansada do gosto da minha própria comida, decidi ir num lugar aqui perto de casa pra comer algo diferente. Lugar escolhido: Boteco São Joaquim. Primeira vez que entrei, apesar de passar em frente quase todos os dias.

Atualmente estou morando na Liberdade, próximo ao Metrô São Joaquim, que dá nome ao lugar. Aberto só há quatro meses, ele fica na Rua Taguá, uma das ruas mais movimentadas pelos universitários ( já que várias faculdades ficam localizadas na região). O ambiente é legal, com decoração de coisas do futebol das décadas de 50/60/70 e coisinhas retrô (como fotos antigas do bairro e azulejos usados no começo do século). Uma coisa bem aconchegante, limpo e organizado, com música no volume agradável. Importantíssimo pra quem também quer conversar sem ficar gritando.

Tá vazio porque é período de recesso nas universidades.

Balcão legal, na altura ideal pra ver a cozinha, que é aberta e dá pra ver a galera cozinhando.

Adoro banquinhos e a possibilidade de sentar próximo ao balcão pra trocar idéia com o garçon. Só pra fazer amizade e tomar umas de graça! #cachaceirasafada kkk

Cartaz da Copa de 50.

Foto do Bairro Liberdade no começo do século XX.

Mural de azulejos rococó em frente aos banheiros.

Eu falei do ambiente agradável, falei da cozinha limpa e falar das bebidas KD. Vamos lá: pra um boteco achei que deixou a desejar no quesito CERVEJA. Como deu pra perceber pelo layout do blog, sou uma boa consumidora do suco de cevadis e gosto de ter opções quando vou a um lugar (apesar de sempre acabar pedindo a mesma marca).  Só tinha chopp Brahma, cerveja sem álcool (sei lá que marca) e Bohemia escura. Mas como tudo no mundo é baseado na Lei da Compensação, o cardápio de bons drink estava recheado de opções. Umas até que eu nunca tinha visto na vida, como a Sakerita (um tipo de Marguerita, só que com sakê). Se presta, só deus sabe. O preço dos vinhos me assustou, com doses absurdamente caras (chegando a R$45,00 uma taça que eu não vou lembrar de qual).

Fiquei no chopp mesmo. Que não tava ‘recém saído do cu da foca‘ como eu gosto, mas estava bebível. E na promoção: Double Chopp, de segunda à sexta, das 17h às 20h = R$5,40. #ficadica

DENÚNCIA: BOTECO QUE VENDE SÓ DOIS TIPOS DE CERVEJA E UM TIPO DE CHOPP! #polêmica

Só tenho uma coisa a dizer: XIBOQUINHA.

A taça de vinho que custa uma garrafa do mesmo no supermercado Extra.

Double Chopp a R$5,40 = pedacinho do céu. Bebi só dois e fiquei sorrindo à toa. kkk

Os petiscos e lanches de lá tinham uma cara muito boa pelo cardápio e um preço razoável. Mas eu e meu digníssimo namorado/marido queríamos sustância e acabamos não pedindo nada. É que lá no Boteco São Joaquim, comida MESMO só no almoço (das 11h30 às 15h).  E pelo que o simpático garçom Marcos me falou, é tudo bem caprichado e à moda brasileira, com preços que variam entre R$12 e R$17 reais.

Simpático Marcos servindo meu chopp. :)

Não comemos nada mas, apesar de alguns pontos fracos (até porque o lugar é novo, tá tomando forma ainda), saí de lá sentindo vontade de voltar para rever meus conceitos.

Ah! Rodamos demais sem saber onde chocar o ovo, acabamos no Habib’s pedindo pizza e levando pra casa. É a vida. kkk

Final feliz com refeição nada saudável = ME GUSTA.

Endereço: Boteco São Joaquim: Rua Taguá, 16. Liberdade.

Telefone: (11)3208-2329

Site: http://botecosaojoaquim.com.br

Bem Vindos!

24 jul

Olá queridos e queridas amantes da boa bebida! É com imenso prazer que lhes apresento o #CachaceiraSafada. A intenção aqui é compartilhar com vocês as minhas andanças e experiências alcoólicas pela cidade onde atualmente resido, a famosa Selva de Pedra, São Paulo.

Sou Débora Andrade, sergipana, comunicadora social e (diga-se de passagem) viciada em internet. Da esbórnia boemia e do gosto por experimentar todos os tipos de bebidas fabricadas pelo mundo, decidi criar este humilde blog já que enchi o saco do outro que eu tinha, o PovoBunda. Acho interessante esse negócio de compartilhar opiniões e nada melhor do que contar para vocês a minha visão, mesmo que amadora, dos sabores e dos lugares que eu passar por este mundão de meu deus.

No futuro espero ter a colaboração dos #cachaceirossafados e #cachaceirassafadas para que isto aqui fique cada vez mais divertido. Como a comemoração em uma mesa de bar com os amigos.

E que venham os bons drinks! :D