Uma cachaceira (mais do que) safada em: De margaritas e reencontros

15 ago

Dizem que a tequila é a bebida do amor. Por ser originária do México, um país quente e de pessoas de personalidade forte, essas características acabam passando para o sumo da Agave Tequilana. E hoje a Bia, nossa musa, fala justamente sobre os sentimentos despertados por uma antiga paixão depois de umas doses de margarita.

Por Elaine Mesoli

De margaritas e reencontros

Eu estava carente naquela sexta-feira. Nada demais, mas eu não queria ficar sozinha. Ele não saía da minha cabeça. Em casa eu estava desde cedo bebendo algumas margaritas com a tequila José Cuervo carta oro, que eu adoro. Apesar de ser inverno eu estava com calor. E a mistura de sal e limão com a tequila amenizava a situação. Tinha já seis meses que não ficávamos juntos e nosso último encontro foi desastroso. Ainda assim resolvi ligar. Ele tocava num barzinho conhecido da cidade. Ficou entusiasmando com a ligação e eu exultante. Não queria mais gostar, mas ainda conseguia sentir o cheiro dele em mim, apesar do tempo e da distância. Sua foto ainda era meu papel de parede do celular.

Mais uma margarita enquanto me arrumava. Preparação especial, afinal aquele não era mais um cliente. Vestido novo, decote amplo, lingerie nova. A sensação do álcool penetrando nos sentidos fazia com que eu me sentisse provocante. Antecipava o prazer da sua boca na minha, do seu corpo sobre o meu. Peguei um taxi e fui encontrá-lo. Enquanto esperava, sozinha em uma mesa, podia perceber os olhares. Mas eu não queria a nenhum outro homem do local. Era a ele quem eu desejava. Era a ele quem meu corpo chamava.

Não tinha tequila no bar. Pedi uma Heineken. Quando o show acabou, sem muitas palavras entramos no carro. Pedi pra parar numa loja de conveniência. Precisava ir ao banheiro. Convidei-o a entrar comigo. Não acreditava que viesse, mas quando abri a porta para sair ele entrou. Sem palavras. Não havia tempo. Havia pressa, desejo, urgência. Bocas ávidas se buscando. Eu tremia. Desejava senti-lo dentro de mim. Um minuto. Tempo somente de colocar a calcinha de lado, abaixar a calça dele, encostar-me à parede e buscar o encaixe. Primeiro de frente, depois de costas. Era sempre perfeito. O desejo crescia em ondas. Luxúria. Corpos em sintonia, os gemidos ditavam o ritmo. Sincronia. Gozo rápido. Pernas bambas. Saí do banheiro em estado de êxtase. Ainda sem palavras e sem raciocinar direito. Era só o começo da noite. Era só o recomeço.

 

Uma resposta to “Uma cachaceira (mais do que) safada em: De margaritas e reencontros”

  1. Erick Mendonça 23 de agosto de 2011 às 4:08 PM #

    Putz, isso me lembra uma vez que pedimos duas margaritas e o garçom veio servir duas pizzas margheritas. XD

Apreciando sem moderação!

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